Fato é que a ocorrência de bullying só tem aumentado nos últimos anos e que ela é a causa de muitos suicídios e até indicadores para tragédias maiores, como aquela que houve na Escola Tasso da Silveira, em Realengo / RJ.
Bullying é um assédio que ocorre nas relações escolares, em que a vítima é alvo de violência física e/ou psicológica pelos demais colegas, o que gera nela a sensação de desprezo e intimidação.
A questão maior está no que ocorre com o interior da vítima sofredora de bullying, uma vez que as consequências podem levar ao suicídio ou até ao cometimento de chacinas, tudo por uma questão de vingança e revolta internas. Houve inclusive um caso de suicídio registrado nos EUA, em que a vítima - um rapaz homossexual - teve sua intimidade invadida e transmitida via web para quem quisesse ver.
Outro exemplo, quem nunca ouviu falar do tão comum corredor polonês? Parece brincadeira de criança, mas que pode levar a trágicas consequências.
O maior problema é que essas exposições absurdas e humilhates criam nas vítimas um desejo interior de se vingar ou até mesmo de se autodestruir, já que foi construída nela a imagem de imprestável, de piada ambulante.
No início do post eu citei o caso de Realengo / RJ e o acho perfeitamente cabível aqui. A mídia divulgou um vídeo de Wellington Menezes, logo abaixo, no qual ele justifica (ou ao menos tenta) o motivo do massacre naquela escola, onde ele estudou, e - apesar de ainda estar sob investigação o caso - há indícios de bullying sofrido pelo atirador:
A ótica que transponho nesta reflexão - até porque eu já fui vítima de bullying quando fui estudante no Centro de Ensino Fundamental n° 3 de Taguatinga Sul (Ler: Entrevista no Blog Peculiarizar, pergunta 2) - é que se mais e mais casos de bullying continuarem existindo, o índice de suicídios e pessoas propensas a se vingarem, aniquilando em massa no pior dos casos, só tende a subir.
Quando tratei sobre o suicídio, fiz menção à responsabilidade do Poder Público em propor políticas de combate e conscientização das pessoas sobre o tema e, aqui, também proponho sejam feitas nas escolas - tanto para professores como para alunos - pela tamanha delicadeza do assunto.
E, por fim, deixo uma questão: até que ponto a liberdade de um ser humano pode ser turbada de modo a fazer com que ele, vítima, seja capaz de acabar com a própria vida ou, animado pela vingança interior, assassinar os que não têm culpa do seu sofrimento psicológico?
Um pouco de mim
- Marcelo Holanda (Tchello)
- Distrito Federal, Brazil
- Primeiramente: o título nos leva a diversas interpretações. Talvez a polissemia do termo "indiferente" cause dualidades. Mas a minha real intenção é dizer que quando as várias diferenças assumem seus lugares, sem precisar de rotulações, elas se tornam comuns, ou seja, NORMAIS porque "ser diferente é normal!". Por isso, permitam-se! As diferenças que todos nós temos só nos tornam mais exuberantes e únicos nesta vida. Façam valer! "O tempo não pára"! Agora falando de mim: sou um ser que age para os outros como gostaria que agissem para com ele. Simples estudante, trabalhador, homem e lutador que faz da sua rotina um marco para experiências incríveis, talvez "repetidas", mas sempre únicas. Como pré-operador do Direito, busco a melhoria para nosso País e isso não é demagogia política, é apenas uma utopia de um cidadão comum. Espero, creio, quase que infinitamente, num mundo diferente. E faço minha parte daqui para que ela se dissemine e que haja discussões interessantes das quais aperfeiçoaremos o que mais de uma cabeça, e só se é possível "pensar bem" assim, pode pensar.
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O que me preocupa é o silêncio das escolas...
ResponderExcluirNão bastasse a omissão do governo em encarar o problema de frente, nós, e mais você por ser mãe Robertinha, sabemos que lá é onde tudo começa.
ResponderExcluirPreocupante mesmo!