Um pouco de mim

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Distrito Federal, Brazil
Primeiramente: o título nos leva a diversas interpretações. Talvez a polissemia do termo "indiferente" cause dualidades. Mas a minha real intenção é dizer que quando as várias diferenças assumem seus lugares, sem precisar de rotulações, elas se tornam comuns, ou seja, NORMAIS porque "ser diferente é normal!". Por isso, permitam-se! As diferenças que todos nós temos só nos tornam mais exuberantes e únicos nesta vida. Façam valer! "O tempo não pára"! Agora falando de mim: sou um ser que age para os outros como gostaria que agissem para com ele. Simples estudante, trabalhador, homem e lutador que faz da sua rotina um marco para experiências incríveis, talvez "repetidas", mas sempre únicas. Como pré-operador do Direito, busco a melhoria para nosso País e isso não é demagogia política, é apenas uma utopia de um cidadão comum. Espero, creio, quase que infinitamente, num mundo diferente. E faço minha parte daqui para que ela se dissemine e que haja discussões interessantes das quais aperfeiçoaremos o que mais de uma cabeça, e só se é possível "pensar bem" assim, pode pensar.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Marcha contra a Homofobia. Brasília, 18/5/2011.

(Manifestantes na lateral do STF, com a bandeira do arco-íris estendida à grama)

Hoje, 18/5/2011, representa um fato marcante após o reconhecimento pelo STF da união homoafetiva como união estável, decisão emblemática e estilhaçadora dos preconceitos até então vigentes.
Reuniram-se na Esplanada dos Ministérios militantes LGBTTTS para demonstrarem o repúdio que os envolvem contra a homofobia.
Sabe-se que a homofobia é todo ato de ódio, repulsa e discriminação contra homossexuais. É preconnceito externado em virtude de orientação sexual. E a maioria das demonstrações são com atos de violência física, tristemente.
E a marcha é um ato de supressão a qualquer tipo de discriminação, em especial a contra homossexuais.
Compõem o grupo os integrantes do Coletivo Diversidade, da ONG Anarquistas Contra o Racismo (ACR-SC), do Movimento Anarco Punk - SP e demais da sociedade civil, conforme fonte do Correio do Brasil.
Após uma ideia iluminadora do meu grande amigo e comparsa Ivan Carvalho - com quem tenho a honra de partilhar bons momentos no meu trabalho -, eu tirei algumas fotos de dentro do Supremo Tribunal Federal, mais precisamente do Ed. Sede, 2º Andar, da atuação dos manifestantes.
Outra imagem dos manifestantes, já em menor quantidade, próximos à Estátua da Justiça:



E assim o fim almejado pelo grupo de manifestantes foi alcançado, qual seja a existência de pessoas que defendem os Direitos Humanos não só para a comunidade LGBTTTS, mas para quaisquer minorias.
Incrivelmente, ontem tive uma palestra no mínimo elucidativa sobre a autação das Cortes Superiores - Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça, especificamente -, quanto à evolução dos direitos dos homoafetivos.
O palestrante, e também meu professor da cadeira de Processo Civil III, Min. João Otávio de Noronha, comentou de forma clara e objetiva a não contraposição constitucional, como muitos auferiram - os preconceituosos irritados com o progresso -, das Cortes nos julgamentos da ADI 4277 conjuntamente com a ADPF 132 (STF) e do REsp 827.962 (STJ). Neste processo, o Min. Noronha foi relator e a decisão pela concessão da adoção para o casal homoafetivo feminino do Rio Grande do Sul foi unânime, conforme acórdão prolatado.
Vê-se então que o Judiciário já não age com negligência quanto aos direitos dos LGBTTTS.
A única questão de relevância, ao meu ver, quanto a esta marcha aqui elencada, é que, mesmo com o progresso achegando-se a atual realidade, ainda há expressões de homofobia exteriorizadas de forma brutal e com violência gratuita contra os homoafetivos e, porquê não, contra as demais minorias.
É por essa razão que os militantes gritaram NÃO a todo tipo de preconceito!
Parabéns aos que fizeram realizar a passeata e aos que, mesmo não participando - incluo-me neste rol -, despiram-se de quaisquer preconceitos e apoiaram a causa.
O Brasil progride!
A escrita do 'Ordem e Progresso' começou a surtir efeitos, mais uma vez, e com atrasos naturais da evolução histórica.
Aos meus amigos do peito Tia Ana, Robertinha, Marcelinho, Ivanzinho e Magillete agradeço de corpo e alma pela delicadeza sempre presente e pelo apoio material em me deixar expor este post tal como faço agora.
Evolução.
Inserção.
Respeito.
Efetivação da Democracia.
São ingredientes que bastam para conseguirmos um Estado de Paz!

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